domingo, 7 de junho de 2015

Um conto do destino


Imperfeições. Essas são difíceis de se aceitar em ou outra pessoa, tal como a garota demorou entender que todos temos as suas. A primeira vez que viu aquele cara, ela apenas o achou esnobe, um tanto medíocre e chato. Parecia indiferente com tudo a sua volta e superior a todos que por ele passavam.
O homem alto de expressão séria e roupas formais parecia tratar muitos com uma educação e um sorriso duvidoso. Todos pareciam amá-lo e querer estar com ele, almejar alcança-lo. Para ela, o rapaz apenas era querido demais em seus meios sociais sem motivo evidente, estava sempre sorrindo com artificialidade e diversas garotas caiam aos seus pés.
Todos seus amigos começavam cada vez querer trazê-lo para o meio social deles, não obstante a garota apenas resolvia o ignorar sempre saindo de perto quando o tal se aproximava. Ela não queria pensar sobre isso, mas quase acreditava que era porque ele lembrava demais seu ex-namorado.
Dono de uma empresa de comunicação o rapaz conhecias contatos muito bons em seu país, porém insistia em andar com os amigos dela. Uma turma com profissões bem distintas que gostava de sair sempre que tinham tempo para jogar conversa fora, o grupo tinha um fotógrafo, um professor, uma física, um jornalista, o presidente (ele), e, a escritora (ela).
Não haviam muito em comum de primeira, mas todos se conheciam desde antes de escolherem suas profissões. Podiam ter outros grupos, mas era aquele que importava, no fim das contas. Isso tirando o presidente.
O tal do presidente era um tanto calado, mas sempre que fazia algum comentário que respondesse a ela, a garota apenas sorria educadamente e mudava a direção do assunto para outra pessoa.
- O que tem contra mim? – Questionou o homem.
- Não sei, talvez, só não goste de você e ponto.
O homem pareceu ofendido, mas ela resolveu ignorar.
- Achei que pelo menos tentaria negar...
- Não faz meu tipo!
As trocas de elogios prosseguiram, até ambos se irritarem e irem embora, cada um para o seu destino.
Antes de dormir ela pensou em suas duras palavras para ele, mas não conseguia tirar de sua mente que já havia conhecido pessoas como ele. Uma pessoa e isso lhe magoava de uma maneira inimaginável. Quando o sol tocou sua pele pela manhã o certo incomodo voltou, mas ela preferiu ignorar, se levantar e correr para voltar para sua vida e correria diária.
Pegou seu notebook, trocando de roupa rapidamente, jogando o pen drive com os papéis de algumas revisões de alguns manuscritos. Desceu as escadas de seu prédio e correu para cafeteria da esquina de sua casa, entrando na fila, enquanto enviava alguns e-mails.
- Quero um cappuccino grande! – Pediu a voz familiar que a fez olhar para ele imediatamente.
O que ele estava fazendo ali? Ela nunca havia o visto naquele lugar antes e estava ali todos os dias. Lembrou-se de seu último contato com ele e estava decidida a correr. Seus sentimentos pareciam brigar, parte queria enfrentar (isso não importa mesmo), a outra parte queria fugir (isso é muito estranho). Enquanto ele se direcionava ao caixa do lado para pagar ela se decidiu, fazendo seu pedido.
Ela achou que ele havia a notado, mas ele apenas continuou a pagar sem nem sequer olhar para o lado. Isso a incomodou. Será que ele não a havia visto? Será que a tinha ignorado? Ela não sabia, mas assim que ele passou pela porta sem olhar para atrás a raiva a dominou.
Pegando seu café e saindo da cafeteria com uma raiva incandescente, após ter ficado uns dez minutos pensando no ocorrido. Logo se conformando de que ele era só mais um babaca como seu ex.
Enquanto atravessava o bulevar seu celular tocou, ao procura-lo na bolsa só ouviu a buzina e em segundos um carro estava parado a um centímetro dela. Só sentira o vento e sua respiração ficar alteração. Olhou boquiaberta para o Mustang prata meio esguio que estava parado em sua frente, ouviu gritos do motorista que descia do carro a xingando e falando algo que ela não conseguia ouvir.
Quando encarou o cara era ele, o rapaz que eles haviam brigado e ele a desprezado da cafeteria. O rosto dela ficou vermelho sem saber o que fazer, seus olhos estavam arregalados e não conseguia ouvir nada o que ele dizia, até ele a abraçar.
Isso foi algo inesperado, algo que a deixou confusa e mais corada do que deveria. O abraço quente dele a fez parar de respirar por alguns segundos, enquanto o susto passava e seu corpo relaxa. Nessa hora era agradeceu aos céus por não se boa em chorar, pois se sim, teria feito isso como uma criança.
- Desculpe.... Desculpe...- Começou ela, na verdade ela não pedia desculpa por estar ali na hora errada, mas por ter o tratado com tanta estupidez da última vez.
Provavelmente se ele fosse como meu ex-namorado teria me atropelado.
- Não, eu que peço perdão, o sinal estava fechado, mas me distraí com o rádio e quando vi só deu tempo de pisar do freio e rezar! Talvez, tenha mais motivos para não gostar de mim.
- Talvez tenha esquecidos os demais motivos... – Disse ela olhando para baixo e depois o encarando com sorriso.
Carros começavam a passar buzinando e os xingando, pois um transito começava a se formar na pista no meio, em que estavam.
- Você é estranha!
- Foi o susto e você me deve desculpas.... Então nada mais justo que pagar com um almoço!
- Acho que posso viver com isso... – Disse ele rindo e lhe oferecendo uma carona até o trabalho.
Naquele instante todas as imperfeições que ela lhe atribuía viu que caiam bem nele, de uma maneira um tanto peculiar, não era tão esnobe quando parecia. Mas, o suficiente para eles brigarem de vez em quando. O que importava é que se conheceram primeiro com os seus defeitos evidentes para depois se apaixonar por estes e pelas qualidades.

Não importava mais o passado quando olhava ela para ele, pois já não conseguia mais lembrar do que passará, pois começavam a construir um novo futuro. Não que ela não gostasse do jogo de o ignorar de vez em quando. Isso o deixava irritado, pois afetava seu ego e ela gostava de o ver assim.
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Comentários
6 Comentários

6 comentários:

  1. NOSSA,QUE INCRÍVEL! Adorei <3
    Continua escrevendo, quero ver maais contos por aqui.
    www.iamcamilakellen.blogspot.com

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  2. queria primeiramente te parabenizar, você escreve muito bem, adorei o conto, você tem futuro rs, adorei, parabéns !
    http://mahmourao.blogspot.com.br/

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  3. Oie =)

    Lindo conto! Parabéns!
    Você escreve super bem =D

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary

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