quarta-feira, 10 de junho de 2015

Interior de minhas próprias fantasias


Certa vez ouvi uma frase que dizia: Não fantasie, viva. Respirei fundo e fingi que não era comigo, tal como todas as vezes que lutei para acreditar que seu amor e suas palavras eram para mim. Joguei meu ceticismo no lixo por tanto tempo que hoje o desamasso junto com o meu coração.
Sempre ouvi que não tínhamos nada haver, não obstante precisava arriscar, pois fora o mais próximo que cheguei que amar. Ser devorada por um sentimento inteiramente novo, em que me fez dependente de um olhar e poucas palavras me lembravam tanto literaturas vitorianas que não podia acreditar.
Era como se eu pudesse viver o que vi por vezes em livros e não compreendi, era a história que poderia traçar com guerras e desafios e o no fim dar certo. O jogo daquele impasse me fazia almejar cada vez mais estar com você, desejar te abraçar, desejar te tocar, desejar fazer parte de seu mundo.
Construí um castelo de sonhos que só precisavam estar ali para eu acreditar que era capaz de viver o que todos os meus personagens preferidos, nos romances dramáticos, viviam. Podia te olhar e prever mil histórias de amor, construindo mil de você e amando cada um com seus problemas e qualidades.
Entretanto, quando o castelo foi se tornando real parei de compreender o que eu realmente sentia. Pois, havia me perdido em tantos eu diferentes seus, que o seu real me irritou de uma maneira que não queria acreditar. Entrando na fase em que temia entrar, na realidade, que mostrava que o mundo no preto e branco da maneira que nunca gostei de enxergar.
Tampei os olhos novamente, pois não queria acreditar que era a metade do meu coração que poderia oferecer para você morar. Aquela metade sem graça e sem um futuro em que eu gostaria de estar.
O lado bom, foi que o seu eu verdadeiro nunca se importou o suficiente para se machucar. O único que saiu perdendo foi meu lado de fantasia que perdeu o castelo que gostava de habitar, e, toda vez que tento ir visita-lo o lado em que te deixei entrar me lembrar do motivo de eu não poder ficar.

Meu ceticismo estava apenas no eu em que menos deveria estar, tal como o cara que eu acreditei amar. Ás vezes tento me perguntar qual é o meu pior defeito, fantasiar o errado ou não acreditar no certo? Pois, de vez em quando é importante enxergar o lado bom, mesmo que nem sempre ele seja real, e, a desconfiança pode te proteger ao mesmo tempo do mundo de afastar.
O pior de pensar nisso tudo é que não há ninguém além de mim mesma para culpar, isso é pior do que lamentar por algo que alguém fez. Pois, das histórias que tento viver só sobrevivem as que construo, além disso sempre tenho a tendência a não me interessar pelas demais. A ideia de não desejar ver ninguém passar por isso faz com que eu sempre tenda a me afastar, pois eu sei que complicação não está no externo, mas no interior de minhas próprias fantasias.
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Comentários
8 Comentários

8 comentários:

  1. Nossa, que texto mais lindooo *--*
    Amei <3

    Beijos
    http://intoxicadosporlivros.blogspot.com.br/

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  2. Oie =)

    Sou a favor do equilibro nem sonhos de mais , nem realismo demais se não a vida fica meio sem graça rs...
    Lindo texto! Parabéns =D

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary

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    Respostas
    1. As vezes gostaria de ser mais assim ;p
      Brigadinha
      Beijinhos Screepeer

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  3. As vezes eu sou assim tenho uma prova super importante, mas prefiro me fantasiar estudando e tirando notas boas kkkkkk

    Inquietudes Secretas

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