quarta-feira, 3 de junho de 2015

Estardalhaço interior

Weheartit

Ouvi falar que existe uma fase na vida das pessoas em elas se perdem, em que elas esquecem como é sentir, como chorar ou até como sorrir de verdade. Ouvi murmúrios sobre a falta de sentidos nas músicas sobre perdas ou amores intensos que ainda vivem. Duvidei quando uma vez me disseram que era possível ver romances perderem a graça.
Alguns começam assim e encontram algum outro caminho, mas quando nos tornamos assim não sei dizer se há volta. É estranho ver as músicas se tornarem apenas som, a letra e essência parecem causar uma irritabilidade no fundo da alma e de algum sentimento escondido na escuridão.
Não há lembranças e as expectativas estão ligadas a tanta coisa que não inclui amor que chega a incomodar.  
Lembro-me que lia romances e desejava tudo aquilo, me lembro que assistia comédias românticas compreendendo o que tudo aquilo queria dizer, me lembro que ouvia música e algo realmente fazia sentido. Hoje, duvido um pouco que eu consiga retomar tais visões, desejos e emoções, tudo se tornou tão fútil que teimo a ignorar.
Há alguns dias tentei retomar a força certos sentimentos, tentei amar como uma adolescente, tentei correr para encontrar alguém que começava a se tornar especial. Ouvia coisas que sempre quisera ouvir, fora abraçada com a ternura que nunca imaginei existir. Palavras, mensagens, ligações, declarações.
Já sentiu seu mundo parar por alguns instantes? Como se um copo estivesse caindo em uma sala vazia fazendo barulho e espalhando cacos de vidro por todos os lados. Fora assim, dias depois ouvi o barulho em minha cabeça e acabou. Eu havia me lembrado o porquê de eu não tentar me envolver.
A partir daí, não havia mais parar onde correr, tudo perdeu o sentido. A outra pessoa nunca teve haver com eu ter desisto, mas algo pareceu me segurar e me amarrar. Parei de ouvir, parei de sentir, parei de lutar e resolvi partir.
As vezes até tento de novo para dizer que não abandonei esse tal jogo, mas na maioria das vezes pulo fora antes de sequer começar, pois o copo sempre está ali para me avisar.

Os piores gritos vêm das lembranças, vem do passado que não se pode mudar, talvez tentar esquecer e superar. Não obstante, há sempre o instante que ele volta a se manifestar para ir além de te alertar, mas te comandar.
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