terça-feira, 16 de junho de 2015

Crítica: Jurassic World



É o típico filme dos últimos anos com beijos em horas improváveis, falha de roteiro, a aparição de uns vilões meia boca, personagens mal explorados, mas com um designer espetacular. É ótimo para quem só quer ver dinossauros, gritos e muito efeito especial.  
Para quem gosta desse tipo de filme e sempre acompanhou Jurassic Park, não teria como esperar mais.  Os filmes estão sendo adaptados de acordo com o que vemos frequentemente no cinema, as piadas e trocadilhos desnecessários, explosões e mudanças desesperadas no roteiro para se encaixar. Gostando ou não a maioria das pessoas  que vão no cinema, hoje, é procurando isso. Vingadores Era de Ultron que o diga. 
A mulher correndo de salto durante todo o filme, a testosterona correndo solta e algumas críticas socio-ambientais na lacunas com discursos científicos aflorados.A típica verdade cientifica sempre levando em conta processos econômicos, tal que a Claire(Bryce Dallas Howard) a administradora do parque não deixou isso de lado no inicio do longa. Sempre observando os dinossauros de maneira pragmática e econômica. 
Owen (Chris Pratt) chegou para mostrar o outro lado, mais concentrado nos animais e nos sentimentos deles. Naquele papel que leva o publico a sempre ficar do seu lado e torcer por ele, pois é nítido sua preocupação com a saúde e o bem estar dos dinossauros que são vistos naquele cenário como atrações. 
Claire é o tipo de mulher focada em seu trabalho  que é levada a um romance previsível com Owen. 
Seus sobrinhos são os típicos adolescentes do século. O mais novo Gray(Ty Simpkins) é a criança que ama dinossauros, que quer tirar foto de tudo e conhecer o parque, o mais velho  Zach (Nick Robinson) é o adolescente chato que só quer flertar com as garotas e só olha para o seu irmão quando a situação começa a implorar por isso. 
Quando a fêmea Indominus Rex, uma espécie de hibrido criado em um laboratório escapa a ilha começa a virar um caos. A principio não se quer avisar o público, até porque, não querem que os turistas tenham uma visão negativa da ilha, e, só o fazem quando a coisa fica incontrolável e não tem mais formas silenciosas de resolver a situação. 


Em meio a tanta confusão vão surgindo pessoas e vilões mal desenvolvidos e com discursos bem falhos e forçados. Certas ideias parecem não serem completas  e ficam certas pontas soltas no roteiro, parece que são jogadas tantas informações para dar certo complemento na história  que perde o sentido. Qualquer critica social ou ambiental, tal com qualquer mensagem que o filme tentou passar perde o foco a partir daí.  
Tem o cientista que só quer fazer seu trabalho e vê as mortes como causalidades, discurso típico do tipo "os fins justificam os meios". Vic Hoskins, um militar que, a principio, não era ninguém e do nada vira o centro das atenções.
O filme parece perder qualquer mensagem que quer passar de uma hora para outra, começa a se focar tanto em ações que as explicações vão sendo jogadas de maneira básica demais. Porém, é um bom filme se deixarmos de lado as falhas de roteiro. 

Nota: 7.0/10


 

 Trailer:



  




Blog Widget by LinkWithin
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
© Screepeer - 2015. Todos os direitos reservados.
Design Por: Jordânia Queiroz.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo