sábado, 26 de julho de 2014

Resenha: Perdida - Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo



Título: Perdida: Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Autor: Carina Rissi
Editora: VERSUS
Número de Páginas: 363
Ano de Publicação: Relançado em 2014 
É uma história que ficaria perfeita em um filme. O livro é muito interessante, consegue pegar os leitores e transportá-los para dentro da história. Tem personagens interessantes, entretanto não muito bem explorados. Acredito que só deixa há desejar um pouco na falta de conteúdo exposto.
O livro tem humor bom e a ideia da história é incrível. Quando comecei a ler não conseguia parar, talvez seja por isto que não gostei tanto do final, pois de certa maneira esperava mais, não obstante o livro é bom.
A história é em primeira pessoa, e, é difícil não gostar de Sofia, a personagem principal. Esta é bem alegre, teimosa e com um senso de humor interessante. A mulher vinte e poucos anos é totalmente dependente da tecnologia e isto fica bem claro no início do livro, quando ela tenta utilizar uma máquina de escrever.

"Digitei – quer dizer, datilografei – algumas linhas, meio desajeitada, e parei. Observei o teclado atentamente. Não. Não estava lá.-Joana, onde fica o delete?Ela ergueu as sobrancelhas e abriu ligeiramente a boca.-Como? – perguntou, como se eu estivesse falando japonês.-Não tem delete. Eu errei um número e não to encontrando a tecla delete em lugar algum.O escritório todo explodiu em uma gargalhada estrondosa, me deixando com vontade de me enterrar debaixo da papelada à minha frente. “ Página 12
 Sofia não consegue imaginar um mundo sem celular, computador, ora de qualquer tecnologia em que todos são dependentes no século XXI. Jovem, solteira e morando sozinha, ela é completamente independente, é graduada e tem um emprego qualquer que a sustenta. Essa desde sempre é apaixonada por romances da escritora Jane Austen e carrega um livro da autora por todos os lados. Entretanto, mesmo amando romances, tem um bloqueio sentimental, muita das vezes, criticado por sua melhor amiga, Nina, pois não consegue se apaixonar.
Em uma noite, após descobrir que sua melhor amiga iria se casar com seu outro amigo, Rafa, ela está bebendo e resolve ir ao banheiro, onde seu celular acaba caindo dentro da privada. Com isto, Sofia, no dia seguinte coloca roupas básicas para um dia de verão e vai até uma loja, onde é atendida por uma vendedora estranha, no qual a trata com certa rispidez e que a convence a comprar um celular que segundo esta tem “tudo o que Sofia precisa”.

“- Você tem o que eu quero? – Perguntei levemente apreensiva.-Talvez eu tenha exatamente o que você precisa – ela disse, mais para si mesma. Ou pelo menos foi o que me pareceu.” Página 24
Ao sair na rua com seu novo celular, ela o liga e de uma hora para outra uma luz a envolve e em um tropeço ela se vê em outro lugar. Super confusa e machucada, ela olha em volta e a praça em que antes estava havia desaparecido e essa se viu em um campo, onde um homem com roupas antigas e formais se aproximava em um cavalo.

“Admirei o homem, completamente confusa. Suas roupas eram muito esquisitas e antigas. Muito, muito antigas! Vestia um casaco escuro e comprido, um colete sob ele, gravata – ou talvez fosse um lenço branco amarrado no pescoço – e botas pretas na altura dos joelhos. Ele estaria indo para alguma festa à fantasia? Ou um casamento temático, talvez?” Página 29

A partir daí a história fica muito boa, afinal Sofia acaba de ir parar no século XIX. É socorrida por Ian Clarke, um homem jovem que voltava de uma longa viagem e  encontra no caminho uma moça desorientada, trajada com short, camiseta e All Star, que só fala com gírias que ele não pode compreender. A confusão é nítida para ambos, entretanto pelos costumes da época ele a hospeda em sua casa.
Uma das partes mais legais do livro é quando ele vai apresentar a propriedade para a garota, e, a maneira como ambos se comunicam, pois são de séculos completamente divergentes e com ideias não muito parecida. O Sr.Clarke é o tipo de personagem idealizado, fofo, engraçado, tímido é uma graça, assim como sua irmã mais nova, Elisa.
O livro se trata no Brasil, entretanto como se passasse na Inglaterra desse período, não havia escravos, apenas criados. Infelizmente, não gostei muito desta alteração, acredito que a autora modificou a história de uma maneira que não faz sentido se parando para observar o movimento econômico da época no Brasil. Depois ela até explica que não quis incluir essa triste realidade, mas ainda deixou-me meio duvidosa.

Autora: Carina Rissi
A autora que procura se inspirar nos romances de Jane Austen, é do interior de São Paulo e este livro (Perdida), foi seu primeiro livro e na Alemanha entrou para lista de mais vendidos. Ela também é autora do livro Procura-se um marido, lançado em 2012.





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Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Eu ainda não li esse livro mas AMO essa capa
    Um beijo te espero no blog
    SORTEIO

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