quinta-feira, 17 de julho de 2014

Resenha: Jane Eyre




Título: Jane Eyre – Edição Bilingue
Autor: Charlotte Brontë
Editora: Landmark
Número de Páginas: 528
Ano de Publicação: 2010
                                                                                                                                                                                                                                         
Jane Eyre não está longe de ser um dos meus livros favoritos, visto que é um dos que mais gostei de ler e reler. O considero envolvente, sombrio, apaixonante, e, de certa maneira, gótico. Um livro para me agradar, no mínimo tem que me emocionar, ora fazer-me viajar, esse conseguiu tudo isso e mais um pouco. Fazendo-me ter inspiração e desejar fundir-me a cada página que pudesse passar.
A infância de Jane Eyre fez-me como uma criança chorar, e, tinha momentos que desejava estar lá para protegê-la, ora confortá-la. A narrativa em primeira pessoa puxou-me de tal maneira que mal pude imaginar, por vezes tinha que parar para recompor-me, afinal era só um livro, ora mais que isso. Tal que, a maneira com que era tratada por sua tia e seus primos deixava-me incrivelmente irritada, logo por vezes a me imaginar em seu lugar, não obstante Jane sempre se mostrava pronta os seus problemas enfrentar, o que me fez ficar encantada por ela.
Sua maneira de desde sempre impor suas idéias em um século, onde isso era visto com desdém pela população, ainda mais se tratando de uma criança. A Mrs.Reed, sua tia, representava o exemplo de pessoa fria e indiferente, cujo mostrava com precisão seu ódio pela menina e seus modos. Tanto a tia, quanto os filhos dela faziam da vida da pobre Jane, um inferno, tal que quando foi mandada para o colégio, o sentimento de liberdade por essa expressada, apesar das circunstâncias foram admiráveis.
Seus sentimentos desde o começo da narrativa, ainda criança, a mostrava com instinto de liberdade, cujo ninguém conseguia ultrapassar, e, isso não mudou quando foi para o rígido colégio que mais parecia um orfanato. Ás ideias religiosas da época, apesar de alcançarem, não interferiam no seu coração, ora em sua maneira de tratar seus problemas, ora na vida. Portanto, oito anos depois, já formada e dando aula há dois anos, ela percebeu que precisava de mais, precisava da sua liberdade, de novas oportunidades, visto que tinha uma boa formação e o desejo de melhor o mundo conhecer. Portanto envia uma carta a procura de um emprego e logo tem retorno, conseguindo um serviço como preceptora, professora particular.
Ao chegar a Thornfield Hall, vê-se em um cenário um pouco sombrio, de certa maneira até pesado, onde o dono da residencia quase ali não fica, e, uma das criadas, a Grace Pool, lhe causa meio que uma má impressão, bem como aos demais empregados da residencia, pois essa está sempre envolvida em coisas escondidas, ganha mais do que todos no local e assim por diante. Jane começa a dar aulas para a filha adotiva do Sr.Rochester, e, alguns meses depois ele aparece.
Sinceramente não gostei dele de maneira alguma, achei-o pretensioso, chato, mal educado e irritante, entretanto acreditei  que poderia ter certa afeição por ele ao decorrer da história, o que não ocorreu. Minha opinião sobre o tal, não se diferenciou muito da que tenho por Heathcliff, personagem de Emily Brontë em “O Morro dos Ventos Uivantes”, cujo todas são negativas. Ás irmãs Brontë conseguiram fazer-me, até então, odiar todos os homens de seus livros, e, no máximo ter certa afeição por um ou outro.
Com o passar do tempo o Sr.Rochester vai se afeiçoando por Jane, e, mesmo que, ambos  deixem bem claro que não achem um ou outro bonito, pelo contrário eles expressam com exatidão suas opiniões sobre isso, principalmente, o Sr.Rochester. Um vai criando carinho um pelo outro, não obstante isso não significa que a história torne-se um romance muito água com açúcar. Tal que, quando isso começa a ocorrer as situações impedem de a história seguir esse caminho.
O livro é muito interessante,e, para os escritores e a cultura vigente na época, devia ser completamente surpreendente cada página. A própria Jane é diferente das mulheres da época, pois não se importa com casamento, ela almeja liberdade e ser ela mesma não importa onde esteja, e,  isso tudo torna a obra espetacular.

Jane Eyre é um livro que invade a alma e que em parte alguma, deixa a deseja. Antes de o livro acabar, ficava deduzindo diversos finais e quando ele chegou, foi perfeito. Não poderia ter um melhor, pois de certa maneira fugiu do conto de fadas perfeito, entretanto sem perder a magia, tal que cada personagem ganhou o necessário, tanto para mudar, quanto para a felicidade encontrar. 
Blog Widget by LinkWithin
Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. nossa, agora fiquei curiosa para ler esse livro, adorei o blog
    bjao

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom que gostei flor ;ppp
      Beijinhos Screepeer

      Excluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
© Screepeer - 2015. Todos os direitos reservados.
Design Por: Jordânia Queiroz.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo