terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Batalhas!


E o coração dela estava quebrado, acabado de voltar de uma guerra perdida, e quando pisou na porta do reino, não queria entrar, queria que seu mundo acabasse ali mesmo, não havia mais esperanças, não havia mais motivos para lutar, seu único motivo para sorrir naquele dia havia se tornado seu maior pesar, no meio do caminho havia apenas um precipício, um precipício tão alto que parecia não ter fim, lá de cima se olhava e só havia neblina , um precipício que ao jogar uma pedra só á ouviu após horas e horas. E agora? Ela se perguntou. Não tenho forças para entrar. Não tenho forças para pular. Não havia motivos para ela fazer tal coisa, era um caso perdido a tempos, mas precisava continuar, a jornada não havia terminado.
Um passo foi dado e uma lágrima derramada, um pulo e ela agarrou a rocha do outro lado cortando suas mãos e ali ficou presa, sem conseguir sair.
Quando ela pisou na entrada todos pararam e a encararam, riram por sua perda e a esfregaram e em sua face, engolindo as lágrimas continuou a seguir pelo salão, procurando um motivo para sorrir, mas ainda estava presa e ninguém iria tira-la daquele precipício, empunhou sua espada para sua primeira luta caiu, se cortou mas venceu, na segunda o desafio era muito maior e mesmo machucada o enfrentou. E aos poucos conseguia criar força nos braços para segurar aquelas pedras e se afastar do precipício. Mas seu último desafio daquela fase não era tão simples, era o que a fizera fracassar antes de chegar ali, dois guerreiros, dois reis, unidos contra uma simples guerreira, o primeiro atacou e ela desviou o segundo a segurou por trás, mas ela o jogou com precisão na sua frente o chutando e roubando sua espada, agora com duas espadas ela lutava. - E ela olhou para cima, o sol quente batia em seu rosto, e em um último suspiro pulou e quando olhou para frente um exército a aguardava, pronto para matá-la, e então sentiu alguém segurar sua mão com força e quando encarou o certo alguém, sorriu pela primeira vez em anos, e juntos foram para cima do exército.- O rei que restará, veio para cima dela e ela o cortou em três, sorrindo com satisfação, e logo caiu de costas no chão, com o segundo rei com suas botas de couro pressionando seu rosto na areia quente, arrancando as espadas de sua mão, a puxando pelo colarinho e olhando em seus olhos com ódio e provocação dizendo " E então, quem manda na sua vida mesmo?", cuspindo em seu rosto e empunhando a espada no alto, neste instante ela se lembrou de tudo o que vivera até aqui, sem desisti, caindo, ficando presa, apreendendo sozinha a sobreviver. Chutou as bolas do rei, em seguida acertando seu queixo com joelho e o chutando no chão, pegou a espada que acabará de cair e cortando o pescoço do rei dizendo " Eu! Eu mando na minha vida, seu lixo!". As batalhas nunca terminaram, assim como em nossa vida elas nunca irão acabar, apenas nos preparará para as maiores no futuro, por mais duro que seja o caminho, não vale apenas desisti por ele estar muito turbulento ou doloroso, ou parecer impossível, a chave para vencer qualquer problema é lutar e correr atrás, afinal sempre tem esta escolha...Chute as bolas dos desafios, e siga em frente, diga foda-se para quem duvida de você, um dia eles precisaram de você!
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