domingo, 11 de setembro de 2016

Monotonia inquieta



Já faz um bom tempo que não sei expressar esta inquietude. Ando perdida quanto ao meu gosto musical. Poucos livros têm prendido minha atenção. Não sei sobre o que escrever. Está faltando algo aqui dentro, mas não sei dizer o que é. Apenas, sei que roubou minha inspiração.

Até mesmo aqueles programas TV que tanto me agradavam perderam a graça. Tenho me forçado a tentar assisti-los, mas na realidade só quero desligar tudo. Não há muito sobre o que refletir. Então, apenas me resta a monotonia inquieta do dia.

Não sei bem pelo o que espero, mas sei que meu subconsciente está sempre esperando por algo. Sempre ansiosa para chegar a algum lugar, e, ao chegar fico ansiosa para sair. Não faz sentido. Gostaria de compreender para no mínimo poder poetizar a situação.

É como viver em um eterno domingo, onde nada acontece e há apenas a mesma programação chata da TV aberta. Não importa o quão azulado esteja o céu, ainda é domingo e não há o que se fazer, além de saber que no dia seguinte a correria irá voltar. Ou como estar presa em um filme francês que nunca acaba.


Acho que no fim, a monotonia inquieta é o resta entre os altos e baixos da vida. É aquela linha reta. Naquelas máquinas que verificam o batimento cardíaco, quando resta apenas essa, significa que você está morto. 

domingo, 7 de agosto de 2016

Fiquem escondidos


Eu caí vezes demais e minha única certeza é que ainda há muitas quedas pelo caminho. Não tenho muita certeza se esses tombos me deixaram mais forte ou me ajudaram a esconder com mais afinco meus sentimentos. Talvez, me ensinaram a ignorá-los com mais facilidade por um tempo maior.

As lágrimas de desespero conseguem se segurar por mais tempo. Elas ficam quietinhas se acumulando junto as magoas. Vão se agarrando aos longos suspiros, até mesmo os sorrisos entram no jogo. Até o instante em que já não dá mais para segurar, pois tem muita coisa acumulada.

Mas, só quem sabe do falo entende que isso é um problema. Só quem já segurou tudo isso por tempo demais, sabe que se deixar qualquer um desses sentimentos escaparem eles escapam juntos. Depois, para deixar tudo bem novamente é difícil, é como tentar se agarrar a pedras em meio ao oceano – boa sorte.

Quando olho o mundo a minha volta, uma das coisas que mais desejo – dentre as milhares – é que as pessoas aceitem melhor que não podemos se felizes o tempo todo e está tudo bem por isso. Ás vezes ficar aparentemente triste é melhor do que abrir um sorriso que está te abalando por dentro, pois este vai sugando o brilho do olhar.


Essa pressão para abrir o tal sorriso, apenas calou as palavras que escapavam com tanta facilidade. Hoje, apreendi a esconder a dor acumulada e a fingir que estou em pé, mesmo quando estou atirada no chão. Tenho escondido tanto que às vezes me pergunto se um dia tudo isso poderá desaparecer ou apenas me derrubar de vez.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Lost in Austen

orgulho e preconceito


Podem fazer quantas versões quiserem de Orgulho e preconceito, acabo amando cada uma delas. Sempre que encontro uma, eu corro para assistir, e, esta não decepcionou, assim como as demais. A série é de 2008, tem apenas 4 episódios. Produzida no Reino Unido e escrito por Guy Andrews inspirada na obra de Jane Austen.

Amanda Price é uma mulher do século XXI que é apaixonada por Orgulho e Preconceito. Ela vive em Hammersmith com o namorado que acaba de pedi-la em casamento e ela recusou. Certo dia ela encontra Elizabeth Bennet – a personagem principal de seu livro favorito – em seu banheiro. Elizabeth mostra uma passagem para ela que dá na propriedade de sua família em Longbourn do século XIX, e, tranca Amanda lá.

Agora, Amanda Price tem que se virar no século XIX vendo seus personagens favoritos desenrolarem suas histórias. Mas, nem tudo está se desenvolvendo como deveria e sempre que ela tenta interferir, acaba mudando as coisas.

Ela é uma personagem que representa a típica fã que acha que tudo tem que sair como no livro. Então se as coisas estão dando errado ela tem que se intrometer de alguma maneira e tentar ajeitar tudo. O que sempre piora as coisas para todo mundo. O próprio Bingley acaba se apaixonando por ela e então a confusão está feita.

Lost in Austen é muito bem produzida e com um elenco que não deixa a desejar. A série consegue ir além do universo do livro que já conhecemos e adaptá-lo de uma maneira aceitável. Claro que, tem algumas coisas que poderiam ser tratadas de uma maneira bem diferente como a reação de alguns personagens a alguma situações bem modernas para o período, mas ainda assim em um todo é uma boa série.

Os personagens são muito bem trabalhados dentro de suas personalidade originais, assim como desenvolvimento novo que cada um deles tem.

Falando dos rapazes:



Bingley: Fofo/bêbado/depressivo/ fofo de novo!


bingley

Além das diversas qualidades que o cara já tem, na série outros são explorados, enquanto as coisas não saem exatamente como o esperado.


Wickham, o cara bonzinho. 


wickham

Primeira versão que me apaixonei pelo Wickham( juro que, não é apenas pelo Tom Riley), ao contrário do que todos pensam ele é um cara legal. Isso é muito bem explorado na série.


Darcy sendo Darcy!


lost in austen

O babaca que se mostra incrivelmente apaixonante, como sempre. Não consigo odiá-lo de maneira alguma, Jane Austen criou o homem dos meus sonhos. 
Só faltou o "I love you, ardently", ser pronunciado pelo tal.



Trailer:




sábado, 18 de junho de 2016

Quero um dia sincero

textos

Hoje eu não quero vestir máscaras. Não quero ter que adotar um sorriso para agradar ou expor uma felicidade onde não há.  Não quero me arrastar para fora da cama e ser forçada a socializar. Hoje eu só um tempo para me isolar.

Não quero revirar as lembranças nos antigos álbuns de foto ou mexer na poeira da minha mente. Muito menos ir atrás do que não me quer por perto. Quero apenas fechar os olhos e dar um tempo para minha alma encontrar a paz, pois ela anda precisando tirar férias.

Quando me sentir pronta eu quero me arrastar até uma xícara de café quente e buscar na estante um bom livro. Sentir o cheiro e viajar em cada uma das páginas. Viver outra realidade durante horas, enquanto filosofo, sorrio e choro com as coisas mais simples e rica que cada palavra pode me proporcionar.

Quero pegar os fones de ouvido e apenas vagar pelas ruas sem olhar para ninguém. Apenas, caminhar ao ritmo de alguma música a se repetir diversas vezes. Não precisa fazer sentido. Precisa ser sincero, apenas isso. O que anda bem distante do a vida tem a me apresentar.


Preciso de paz. Preciso de um tempo para chorar tudo o que tenho tentado guardar, todas aquelas lágrimas que tive que engolir para ninguém notar. Preciso respirar o meu ritmo e ver sentido em meus passos. Preciso viver e não atuar.

domingo, 15 de maio de 2016

Sentimento submerso

mar de palavras


Eu sei que deveria estar focando no hoje, mas também sei que deveria ter seguido em frente a anos. Eu sei. Não sou irracional, tenho noção deste sentimento unilateral, eu só nunca quis aceitá-lo.  Apenas sigo e finjo que tudo está bem, mas em alguns dias eu volto a me perder no que ficou no passado, pois o presente aparenta ser importuno demais.  

Eu sei que suporto o passado, mas lidar com ele ás vezes implica na reflexão de se ainda tenho forças para viver com isso mais um dia. Sempre vivo. É como morrer afogada de vez em quando – o desespero está sempre ali e o esquecimento de saber nadar também. Horas depois, desperto na areia e cuspo toda a água que me invadiu e me resta apenas aquela dor estranha que permanece logo após o desastre.

Meus dias favoritos eu descobri pouco tempo atrás. São aqueles em que juro que estou melhor depois de tanto sofrimento. Sinto-me mais vivida e pronta a conhecer todo o mundo. Esses eu os adoro. Afinal sempre estou mais confiante e o sorriso é sincero. São nesses que lembro que estou viva e que o céu parece bem mais gentil.

Infelizmente, eles são raros. Raros e passageiros – se vão rápido demais. Quando eles começam a ficar mais realista, apenas fecho os olhos, pois sei que está na hora de o passado me afogar. Eu me esforço para fugir – juro que me esforço para pensar em qualquer outra coisa, mas em algum momento sei que estou morrendo novamente. Então, apenas deixo acontecer.

Espero tudo me devorar de dentro para fora e espero enquanto me debato. Espero a hora em que irei acordar na praia e cuspir tudo aquilo para fora. Não que a esperança seja o auge desses dias, pelo contrário ela é aquele velho sábio que só aparece vez ou outra para dar uma luz do que devo pensar. O resto do quebra cabeça eu tenho que dar um jeito de montar. Afinal esse parece mais um daqueles caminhos intermináveis da vida.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Continue!

crônicas

Às vezes observo as pessoas que pararam no meio do caminho. Aquelas que estão ali há muito tempo e temem se mover. Não aquelas de quem posso me aproximar e só puxa-las, mas aquelas que não querem ser tocadas. As que apenas escolheram parar, pois a vida não é do jeito que esperavam.

Elas não esperam mais nada, apenas desistiram. Isso não foi em um ponto da vida ou em uma questão do coração, mas em sua existência escolheram serem abraçadas pelo tempo. Apenas, se jogaram no chão e não tem forças para se levantarem. Como se esperassem a vida passar e a morte chegar. Por que? Bom, dos motivos já ouvi diversos, mas o olhar é sempre o mesmo. O sorriso é faltoso. As palavras dispersas. Os ouvidos estão tampados. Elas só escolheram parar e me sinto mal por isso me incomodar, e, não poder fazer nada, além de olhar.

Não as julgo, pois em alguns pontos eu também travei, mas mesmo em minhas diversas crises de existência consegui me reerguer - ou melhor, me reergo todo os dias. Eu só não faço a menor ideia do que fazer para ajudar quem não quer ser ajudado, pois a psicologia não é um campo que apreendi a dominar.

O que mais machuca é que muitos dos que desistiram por vezes me deram as forças para me levantar, e, quando tento para cima os puxar eles imploram para no silencio os deixar. Respeitar isso me fere... Saber que o meu tentar os incomoda, também. Mas, ainda não apreendi a seguir e abandonar as pessoas que não sei deixar de amar.

Perdoe-me, mas não gosto de te ver paradx como se o mundo não fosse especial, pois quem faz dele bom ou ruim é você. Talvez, a vida tenha de surrado a cada instante, mas desistir de tentar vivê-la não irá fazer os problemas desaparecerem, pois nada irá parar para você se recuperar.

Posso não estar na sua pele para sentir cada tapa do mundo em você, mas há uma frase que me disseram uma vez que faz sentido: Deus não dá nada além do que podemos suportar! – Se não gostou do sujeito usado, troque por vida ou o que escolher, mas a essência diz algo sobre a vida, e, vale a pena pensar a respeito.


Levante e tente mais uma vez, por mais difícil que possa parecer, pois é nessas guinadas que apreendemos que nos reerguer já é vencer. O final da estrada não é importante no fim, mas o que você faz do percurso. Isso pode parecer clichê, mas a vida é um vivido por pessoas diferentes. Só se levante e continue, pois em algum momento verá que valeu a pena.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Meros conhecidos!


crônicas


Viramos apenas conhecidos, aquelas pessoas que se falam vez ou outra. Não há essência, apenas papo furado e um processo falho da tentativa de desenvolvimento. Querido, hoje, nada mais somos do que meros atores sociais, nos falando, pois nossa educação cultural exige isso. Sorrisos sem graça, olhares perdidos e passos apressados.

Nunca me importei quando isso ocorria com outras pessoas, eu apenas sabia que havia acabado e ponto. Nada que esperasse ou desejasse modificar. Apenas, mais uma pessoa que fora especial, mas ficara melhor nas lembranças do que no meu presente. Mas, não você! Não a pessoa que chegou a ser o meu melhor amigo, antes de qualquer outro sentimento que pudesse aparecer antes daquele entranhado de mal entendidos.


De todas as pessoas que já passaram pela minha vida, você fora a que mais desejei que nunca fosse embora! Ou melhor, a que implorei para que nunca se tornasse apenas mais um conhecido na rua. Mas, no fim foi o que aconteceu... Apenas, acabou! Tudo o que vivemos temos que fingir que nunca aconteceu e continuar nos tratando como a sociedade nos condicionou, como meros estranhos.
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