domingo, 15 de maio de 2016

Sentimento submerso

mar de palavras


Eu sei que deveria estar focando no hoje, mas também sei que deveria ter seguido em frente a anos. Eu sei. Não sou irracional, tenho noção deste sentimento unilateral, eu só nunca quis aceitá-lo.  Apenas sigo e finjo que tudo está bem, mas em alguns dias eu volto a me perder no que ficou no passado, pois o presente aparenta ser importuno demais.  

Eu sei que suporto o passado, mas lidar com ele ás vezes implica na reflexão de se ainda tenho forças para viver com isso mais um dia. Sempre vivo. É como morrer afogada de vez em quando – o desespero está sempre ali e o esquecimento de saber nadar também. Horas depois, desperto na areia e cuspo toda a água que me invadiu e me resta apenas aquela dor estranha que permanece logo após o desastre.

Meus dias favoritos eu descobri pouco tempo atrás. São aqueles em que juro que estou melhor depois de tanto sofrimento. Sinto-me mais vivida e pronta a conhecer todo o mundo. Esses eu os adoro. Afinal sempre estou mais confiante e o sorriso é sincero. São nesses que lembro que estou viva e que o céu parece bem mais gentil.

Infelizmente, eles são raros. Raros e passageiros – se vão rápido demais. Quando eles começam a ficar mais realista, apenas fecho os olhos, pois sei que está na hora de o passado me afogar. Eu me esforço para fugir – juro que me esforço para pensar em qualquer outra coisa, mas em algum momento sei que estou morrendo novamente. Então, apenas deixo acontecer.

Espero tudo me devorar de dentro para fora e espero enquanto me debato. Espero a hora em que irei acordar na praia e cuspir tudo aquilo para fora. Não que a esperança seja o auge desses dias, pelo contrário ela é aquele velho sábio que só aparece vez ou outra para dar uma luz do que devo pensar. O resto do quebra cabeça eu tenho que dar um jeito de montar. Afinal esse parece mais um daqueles caminhos intermináveis da vida.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Continue!

crônicas

Às vezes observo as pessoas que pararam no meio do caminho. Aquelas que estão ali há muito tempo e temem se mover. Não aquelas de quem posso me aproximar e só puxa-las, mas aquelas que não querem ser tocadas. As que apenas escolheram parar, pois a vida não é do jeito que esperavam.

Elas não esperam mais nada, apenas desistiram. Isso não foi em um ponto da vida ou em uma questão do coração, mas em sua existência escolheram serem abraçadas pelo tempo. Apenas, se jogaram no chão e não tem forças para se levantarem. Como se esperassem a vida passar e a morte chegar. Por que? Bom, dos motivos já ouvi diversos, mas o olhar é sempre o mesmo. O sorriso é faltoso. As palavras dispersas. Os ouvidos estão tampados. Elas só escolheram parar e me sinto mal por isso me incomodar, e, não poder fazer nada, além de olhar.

Não as julgo, pois em alguns pontos eu também travei, mas mesmo em minhas diversas crises de existência consegui me reerguer - ou melhor, me reergo todo os dias. Eu só não faço a menor ideia do que fazer para ajudar quem não quer ser ajudado, pois a psicologia não é um campo que apreendi a dominar.

O que mais machuca é que muitos dos que desistiram por vezes me deram as forças para me levantar, e, quando tento para cima os puxar eles imploram para no silencio os deixar. Respeitar isso me fere... Saber que o meu tentar os incomoda, também. Mas, ainda não apreendi a seguir e abandonar as pessoas que não sei deixar de amar.

Perdoe-me, mas não gosto de te ver paradx como se o mundo não fosse especial, pois quem faz dele bom ou ruim é você. Talvez, a vida tenha de surrado a cada instante, mas desistir de tentar vivê-la não irá fazer os problemas desaparecerem, pois nada irá parar para você se recuperar.

Posso não estar na sua pele para sentir cada tapa do mundo em você, mas há uma frase que me disseram uma vez que faz sentido: Deus não dá nada além do que podemos suportar! – Se não gostou do sujeito usado, troque por vida ou o que escolher, mas a essência diz algo sobre a vida, e, vale a pena pensar a respeito.


Levante e tente mais uma vez, por mais difícil que possa parecer, pois é nessas guinadas que apreendemos que nos reerguer já é vencer. O final da estrada não é importante no fim, mas o que você faz do percurso. Isso pode parecer clichê, mas a vida é um vivido por pessoas diferentes. Só se levante e continue, pois em algum momento verá que valeu a pena.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Meros conhecidos!


crônicas


Viramos apenas conhecidos, aquelas pessoas que se falam vez ou outra. Não há essência, apenas papo furado e um processo falho da tentativa de desenvolvimento. Querido, hoje, nada mais somos do que meros atores sociais, nos falando, pois nossa educação cultural exige isso. Sorrisos sem graça, olhares perdidos e passos apressados.

Nunca me importei quando isso ocorria com outras pessoas, eu apenas sabia que havia acabado e ponto. Nada que esperasse ou desejasse modificar. Apenas, mais uma pessoa que fora especial, mas ficara melhor nas lembranças do que no meu presente. Mas, não você! Não a pessoa que chegou a ser o meu melhor amigo, antes de qualquer outro sentimento que pudesse aparecer antes daquele entranhado de mal entendidos.


De todas as pessoas que já passaram pela minha vida, você fora a que mais desejei que nunca fosse embora! Ou melhor, a que implorei para que nunca se tornasse apenas mais um conhecido na rua. Mas, no fim foi o que aconteceu... Apenas, acabou! Tudo o que vivemos temos que fingir que nunca aconteceu e continuar nos tratando como a sociedade nos condicionou, como meros estranhos.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Aguentar

crônicas sobre aguentar

Pense na vida como as ondas do mar que tendem a tentar o derrubar. Quando pisa na água salgada, afundando seus pés na areia, sentindo o frio momentâneo te consumindo aos poucos.  O sol acima pode estar sorrindo para o mundo e o vento de liberdade chicoteando seu corpo, mas logo a primeira onda vem com ferocidade.

Ela te toca ricocheteando em seu corpo, tentando te derrubar a cada passo que insiste em arriscar. Vamos cada vez mais fundo independente do frio, independente do quanto o mar esteja feroz. Mesmo assim, continuamos, mergulhamos e nos acostumamos. Abrimos um sorriso e apenas sentimos. Procurando o melhor de estar envolvidos por aquilo que nos quer derrubar.

Assim é a vida tentando nos derrubar a cada passo. Há momentos que caímos e não sabemos como levantar, seja no asfalto ou a água tentando nos devorar. A água salgada já invadiu tudo e por mais que venhamos a nos debater já nos esquecemos de que sabemos nadar. Nestas horas eu paro e encaro o sol, pois vejo que desistir talvez seja a melhor decisão. Não. Meu instinto de sobrevivência não pode lidar com a derrota e é neste instante que reaprendo a nadar.

Ás veze tudo aparenta estar perdido, entre tudo isso, a vontade de continuar. Mas, veja bem todos os dias há uma árdua batalha contra o mundo querendo nos derrubar. No fim, estamos todos caminhando para tentar aguentar. Aguentar mais uma queda. Aguentar mais um desafio. Aguentar mais um dia. Aguentar mais uma onda que nos derrubou. Aguentar mais um dia em que esquecemos como se nadar.

A vida é bela, disto eu tenho certeza. Mas, é preciso continuar a nadar para nisso, de verdade, 
acreditar. Lutar para apreender a enxergar o sol, mesmo quando, submerso. Lutar para ser como uma rocha e aguentar, jamais ceder. Pois, passe o tempo que for um dia voltamos à superfície.


Toda tempestade em algum momento acaba. Em toda guerra há os momentos de silencio. Só basta apreendemos a aguentar. A criar forças a cada vez que o mundo achar que nos derrotou. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Apreender a voar

Into the Wild

Hoje vejo que amar você não foi ruim, mas te perder foi a melhor coisa que já me aconteceu, afinal depois de chorar voltei a apreender que ainda há sonhos demais onde você não está. Foi bom o tempo que passei parada, pois vi que o que senti foi real. Belo e inesquecível. Mas, no meu hoje você não se encaixa mais.

Apreendi a superar sem me apoiar em amores líquidos, afinal foi nestes em que mais me afoguei. Demorou bem mais do que achei que poderia, mas foi gradual do tipo que se vai aos poucos. Sufoca.  Esmaga. Destrói. Quando a dor se foi demorou muito para eu notar – como se restasse a dor psicológica tentando me dominar - e quando o fiz foi como um pássaro que acaba de apreender a voar.

Foi o instante em que assumi o controle e comecei a juntar cada pedaço dos sonhos que ia abandonando para tentar correr com alguém que nunca tentou me acompanhar. Quando comecei a tecer cada um deles vi um mundo maior do que eu poderia imaginar.

A perda sempre é ruim, mas conseguir agarrar algo positivo de tudo de negativo que ela deixou é a melhor parte. Agarrei a vontade de viver. A vontade de sonhar. A vontade de ir além de tudo aquilo que antes já fui capaz. Em um mundo em destruição apreendi a olhar lado bom e assumir o controle para começar a tentar tudo reconstruir. Pouco a pouco. Não importa quantas vezes a guerra  desmorone o que comecei.


As lágrimas foram enxugadas. As feridas cicatrizadas. As lembranças são o filme que sempre sonhei e realizei ao protagonizar. O drama foi belo, mas o meu hoje aparece bem mais sincero, feliz e bem mais leve do que todos os dias com alguém que nunca soube o melhor me dar. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Você é linda ( You’re Beautiful) – K –drama

k-drama

Título: Você é linda ( You’re Beautiful)
Episódios: 16
Ano: 2009
Gênero: Romance e Comédia 
País de Origem: Coreia

Primeiramente eu me apaixonei por esse drama de primeira, depois do primeiro episódio não consegui parar de assistir até acabar. Fora que, tem uma playlist, personagens e cenas incríveis.

k-drama

You’re Beautiful conta a história de uma banda adolescente chamada A. N. Jell. Esta que é composta por três membros, mas o produtor acredita que deve expandir a banda e contrata um novo membro Go Mi Nam. O problema é que ele fez uma plástica que deu errado e não tem como comparecer no dia de assinar o contrato e durante um tempo. Sem outra opção o produtor dele vai atrás da irmã gêmea do tal a Go Mi Nyu.

k-drama
Go Mi Nyu é uma noviça que vive em um convento, e, quando o produtor pede sua ajuda ela aceita a missão – a muito custo. Não obstante, nada será tão fácil como parece.
Park Shin Hye foi a atriz selecionada para interpretar a Go Mi Nyu /Go Mi Nam e como sempre fez um ótimo papel. A personagem é muito fofa e pura, então seu modo ver o mundo é um tanto diferenciado. Não tem como não se divertir com seu papel. Assim, ela vai conquistando os garotos da banda.




VocÊ é linda


Você é linda ( You’re Beautiful)
Hwang Tae Kyung (Jang Geun Suk) é o vocalista. É um cara cheio de frescuras na primeira impressão, chato, egoísta e com muito complexo bizarro. Não obstante, com o passar dos episódios ele se mostra cada vez mais incrível – um personagem por quem é difícil não se apaixonar.  A principio quando ele descobre o segredo de Go Mi Nyu ele quer acabar com a garota, mas conforme o tempo passa ele faz de tudo por ela – só quem viu o Porco-coelho sabe do que estou falando.
O mais legal é que ele está sempre sério e com cara de cara mal, mas quando abre o sorriso ninguém segura o suspiro. Afinal, as expressões faciais dele compõem o personagem maravilhosamente. As cenas dele com a Go Mi Nyu são muito fofas.

You’re Beautiful


Você é linda
Kang Shin Woo (Jung Yong Hwa) é o famoso príncipe encantado que fica friendzone. O cara é um fofo desde o começo, faz de tudo pela garota, mas é típico personagem que todo mundo já sabe que não ganhará o coração da Go Mi Nyu. Afinal, o cara não age, ele só observa esperando os sentimentos nela surgirem do além por ele.






vocÊ é linda



você é linda
Jeremy (Lee Hong Ki) é mais engraçado. Sempre de alto astral e lerdinho para entender as informações mais obvias. 








você é linda


Os personagens secundários são bem interessantes, a antagonista odiável e o drama segue um ritmo de desenvolvimento muito bom.
Por fim, o drama é muito bom. Cheguei a assisti umas três vezes e  todos para quem indiquei amaram.

Melhores cenas:









You’re Beautiful




You’re Beautiful



ATENÇÃO: A playlist pode grudar em você!

O dorama tem uma playlist viciante. Não consigo parar de ouvir essas musicas e me apaixonar cada vez mais por cada uma delas, afinal elas são realmente muito boas.
Separei algumas, então espero que gostem.


                                                          1. Promise


                                                          
                                                            2. Still As Ever



3.Without Words - Jang Geun Suk




Obs: A melhor parte é que tem na Netflix!

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Resenha: Para todos os garotos que já amei



Título:  Para todos os garotos que já amei 
Autor (a)Jenny Han
Páginas: 320
Ano: 2015
Classificação: 4/5

Sinopse:
Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

Lara Jean é a irmã do meio de três irmãs, e, elas acabam sendo bem unidas – dentro do possível – para ajudar o pai com casa, já que sua mãe morreu. Margot, ela e Kitty são bem conformadas com essa situação, estando sempre ajudando umas as outras. Tudo está bem até Margot, a irmã mais velha, ir para faculdade na Escócia. No entanto, após sua partida alguém encontra as cartas que Lara Jean escreveu para cada garoto que ela já gostou, entre eles está o ex-namorado de Margot, e as envia para cada um deles.

A estrutura da história é simples, mas muito bem desenvolvida. Divertido e fofo de uma maneira mais impressionante que o esperado. Para todos os garotos que já amei detém de uma trama que leva o leitor a se apaixonar por cada personagem, mostrando a realidade de uma adolescente que se vê em uma situação bem complicada depois que suas cartas são enviadas misteriosamente.

A construção do romance é bem simples, mas detém dos encaixes corretos para grudar o leitor em cada página. Não direi que é o melhor livro que li ultimamente, mas é uma indicação maravilhosa que por algum motivo me lembrou dos dramas asiáticos –  e isso nada tem haver com o fato de a personagem ser descendente de coreano.

Os personagens principais são bem interessantes. Lara Jean é uma adolescente que acha que foi apaixonada pelo ex da irmã, que tem muito haver com ela, principalmente, nos gostos. A transição de seus sentimentos vai ocorrendo de maneira gradual, o que foi o que mais gostei. Porque isso começa a ser notado, mas nada muito nítido já que a história se passa em primeira pessoa. Não obstante, ela não foi à personagem que mais me agradou.

Os personagens secundários estão muito presentes em todo o desenvolvimento da história, o que nos permite conhecer melhor o cenário. Assim como, os sentimentos de cada um é muito bem posto.


O livro segue um ritmo bem simples e fluido, então dar mais informação significa liberar muito spoiler. Então, o conselho que posso dar é para ler o livro, pois Jenny Han fez um trabalho maravilhoso trabalhando com os sentimentos adolescentes e seus dramas da melhor maneira possível.
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