terça-feira, 28 de junho de 2016

Lost in Austen

orgulho e preconceito


Podem fazer quantas versões quiserem de Orgulho e preconceito, acabo amando cada uma delas. Sempre que encontro uma, eu corro para assistir, e, esta não decepcionou, assim como as demais. A série é de 2008, tem apenas 4 episódios. Produzida no Reino Unido e escrito por Guy Andrews inspirada na obra de Jane Austen.

Amanda Price é uma mulher do século XXI que é apaixonada por Orgulho e Preconceito. Ela vive em Hammersmith com o namorado que acaba de pedi-la em casamento e ela recusou. Certo dia ela encontra Elizabeth Bennet – a personagem principal de seu livro favorito – em seu banheiro. Elizabeth mostra uma passagem para ela que dá na propriedade de sua família em Longbourn do século XIX, e, tranca Amanda lá.

Agora, Amanda Price tem que se virar no século XIX vendo seus personagens favoritos desenrolarem suas histórias. Mas, nem tudo está se desenvolvendo como deveria e sempre que ela tenta interferir, acaba mudando as coisas.

Ela é uma personagem que representa a típica fã que acha que tudo tem que sair como no livro. Então se as coisas estão dando errado ela tem que se intrometer de alguma maneira e tentar ajeitar tudo. O que sempre piora as coisas para todo mundo. O próprio Bingley acaba se apaixonando por ela e então a confusão está feita.

Lost in Austen é muito bem produzida e com um elenco que não deixa a desejar. A série consegue ir além do universo do livro que já conhecemos e adaptá-lo de uma maneira aceitável. Claro que, tem algumas coisas que poderiam ser tratadas de uma maneira bem diferente como a reação de alguns personagens a alguma situações bem modernas para o período, mas ainda assim em um todo é uma boa série.

Os personagens são muito bem trabalhados dentro de suas personalidade originais, assim como desenvolvimento novo que cada um deles tem.

Falando dos rapazes:



Bingley: Fofo/bêbado/depressivo/ fofo de novo!


bingley

Além das diversas qualidades que o cara já tem, na série outros são explorados, enquanto as coisas não saem exatamente como o esperado.


Wickham, o cara bonzinho. 


wickham

Primeira versão que me apaixonei pelo Wickham( juro que, não é apenas pelo Tom Riley), ao contrário do que todos pensam ele é um cara legal. Isso é muito bem explorado na série.


Darcy sendo Darcy!


lost in austen

O babaca que se mostra incrivelmente apaixonante, como sempre. Não consigo odiá-lo de maneira alguma, Jane Austen criou o homem dos meus sonhos. 
Só faltou o "I love you, ardently", ser pronunciado pelo tal.



Trailer:




sábado, 18 de junho de 2016

Quero um dia sincero

textos

Hoje eu não quero vestir máscaras. Não quero ter que adotar um sorriso para agradar ou expor uma felicidade onde não há.  Não quero me arrastar para fora da cama e ser forçada a socializar. Hoje eu só um tempo para me isolar.

Não quero revirar as lembranças nos antigos álbuns de foto ou mexer na poeira da minha mente. Muito menos ir atrás do que não me quer por perto. Quero apenas fechar os olhos e dar um tempo para minha alma encontrar a paz, pois ela anda precisando tirar férias.

Quando me sentir pronta eu quero me arrastar até uma xícara de café quente e buscar na estante um bom livro. Sentir o cheiro e viajar em cada uma das páginas. Viver outra realidade durante horas, enquanto filosofo, sorrio e choro com as coisas mais simples e rica que cada palavra pode me proporcionar.

Quero pegar os fones de ouvido e apenas vagar pelas ruas sem olhar para ninguém. Apenas, caminhar ao ritmo de alguma música a se repetir diversas vezes. Não precisa fazer sentido. Precisa ser sincero, apenas isso. O que anda bem distante do a vida tem a me apresentar.


Preciso de paz. Preciso de um tempo para chorar tudo o que tenho tentado guardar, todas aquelas lágrimas que tive que engolir para ninguém notar. Preciso respirar o meu ritmo e ver sentido em meus passos. Preciso viver e não atuar.

domingo, 15 de maio de 2016

Sentimento submerso

mar de palavras


Eu sei que deveria estar focando no hoje, mas também sei que deveria ter seguido em frente a anos. Eu sei. Não sou irracional, tenho noção deste sentimento unilateral, eu só nunca quis aceitá-lo.  Apenas sigo e finjo que tudo está bem, mas em alguns dias eu volto a me perder no que ficou no passado, pois o presente aparenta ser importuno demais.  

Eu sei que suporto o passado, mas lidar com ele ás vezes implica na reflexão de se ainda tenho forças para viver com isso mais um dia. Sempre vivo. É como morrer afogada de vez em quando – o desespero está sempre ali e o esquecimento de saber nadar também. Horas depois, desperto na areia e cuspo toda a água que me invadiu e me resta apenas aquela dor estranha que permanece logo após o desastre.

Meus dias favoritos eu descobri pouco tempo atrás. São aqueles em que juro que estou melhor depois de tanto sofrimento. Sinto-me mais vivida e pronta a conhecer todo o mundo. Esses eu os adoro. Afinal sempre estou mais confiante e o sorriso é sincero. São nesses que lembro que estou viva e que o céu parece bem mais gentil.

Infelizmente, eles são raros. Raros e passageiros – se vão rápido demais. Quando eles começam a ficar mais realista, apenas fecho os olhos, pois sei que está na hora de o passado me afogar. Eu me esforço para fugir – juro que me esforço para pensar em qualquer outra coisa, mas em algum momento sei que estou morrendo novamente. Então, apenas deixo acontecer.

Espero tudo me devorar de dentro para fora e espero enquanto me debato. Espero a hora em que irei acordar na praia e cuspir tudo aquilo para fora. Não que a esperança seja o auge desses dias, pelo contrário ela é aquele velho sábio que só aparece vez ou outra para dar uma luz do que devo pensar. O resto do quebra cabeça eu tenho que dar um jeito de montar. Afinal esse parece mais um daqueles caminhos intermináveis da vida.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Continue!

crônicas

Às vezes observo as pessoas que pararam no meio do caminho. Aquelas que estão ali há muito tempo e temem se mover. Não aquelas de quem posso me aproximar e só puxa-las, mas aquelas que não querem ser tocadas. As que apenas escolheram parar, pois a vida não é do jeito que esperavam.

Elas não esperam mais nada, apenas desistiram. Isso não foi em um ponto da vida ou em uma questão do coração, mas em sua existência escolheram serem abraçadas pelo tempo. Apenas, se jogaram no chão e não tem forças para se levantarem. Como se esperassem a vida passar e a morte chegar. Por que? Bom, dos motivos já ouvi diversos, mas o olhar é sempre o mesmo. O sorriso é faltoso. As palavras dispersas. Os ouvidos estão tampados. Elas só escolheram parar e me sinto mal por isso me incomodar, e, não poder fazer nada, além de olhar.

Não as julgo, pois em alguns pontos eu também travei, mas mesmo em minhas diversas crises de existência consegui me reerguer - ou melhor, me reergo todo os dias. Eu só não faço a menor ideia do que fazer para ajudar quem não quer ser ajudado, pois a psicologia não é um campo que apreendi a dominar.

O que mais machuca é que muitos dos que desistiram por vezes me deram as forças para me levantar, e, quando tento para cima os puxar eles imploram para no silencio os deixar. Respeitar isso me fere... Saber que o meu tentar os incomoda, também. Mas, ainda não apreendi a seguir e abandonar as pessoas que não sei deixar de amar.

Perdoe-me, mas não gosto de te ver paradx como se o mundo não fosse especial, pois quem faz dele bom ou ruim é você. Talvez, a vida tenha de surrado a cada instante, mas desistir de tentar vivê-la não irá fazer os problemas desaparecerem, pois nada irá parar para você se recuperar.

Posso não estar na sua pele para sentir cada tapa do mundo em você, mas há uma frase que me disseram uma vez que faz sentido: Deus não dá nada além do que podemos suportar! – Se não gostou do sujeito usado, troque por vida ou o que escolher, mas a essência diz algo sobre a vida, e, vale a pena pensar a respeito.


Levante e tente mais uma vez, por mais difícil que possa parecer, pois é nessas guinadas que apreendemos que nos reerguer já é vencer. O final da estrada não é importante no fim, mas o que você faz do percurso. Isso pode parecer clichê, mas a vida é um vivido por pessoas diferentes. Só se levante e continue, pois em algum momento verá que valeu a pena.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Meros conhecidos!


crônicas


Viramos apenas conhecidos, aquelas pessoas que se falam vez ou outra. Não há essência, apenas papo furado e um processo falho da tentativa de desenvolvimento. Querido, hoje, nada mais somos do que meros atores sociais, nos falando, pois nossa educação cultural exige isso. Sorrisos sem graça, olhares perdidos e passos apressados.

Nunca me importei quando isso ocorria com outras pessoas, eu apenas sabia que havia acabado e ponto. Nada que esperasse ou desejasse modificar. Apenas, mais uma pessoa que fora especial, mas ficara melhor nas lembranças do que no meu presente. Mas, não você! Não a pessoa que chegou a ser o meu melhor amigo, antes de qualquer outro sentimento que pudesse aparecer antes daquele entranhado de mal entendidos.


De todas as pessoas que já passaram pela minha vida, você fora a que mais desejei que nunca fosse embora! Ou melhor, a que implorei para que nunca se tornasse apenas mais um conhecido na rua. Mas, no fim foi o que aconteceu... Apenas, acabou! Tudo o que vivemos temos que fingir que nunca aconteceu e continuar nos tratando como a sociedade nos condicionou, como meros estranhos.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Aguentar

crônicas sobre aguentar

Pense na vida como as ondas do mar que tendem a tentar o derrubar. Quando pisa na água salgada, afundando seus pés na areia, sentindo o frio momentâneo te consumindo aos poucos.  O sol acima pode estar sorrindo para o mundo e o vento de liberdade chicoteando seu corpo, mas logo a primeira onda vem com ferocidade.

Ela te toca ricocheteando em seu corpo, tentando te derrubar a cada passo que insiste em arriscar. Vamos cada vez mais fundo independente do frio, independente do quanto o mar esteja feroz. Mesmo assim, continuamos, mergulhamos e nos acostumamos. Abrimos um sorriso e apenas sentimos. Procurando o melhor de estar envolvidos por aquilo que nos quer derrubar.

Assim é a vida tentando nos derrubar a cada passo. Há momentos que caímos e não sabemos como levantar, seja no asfalto ou a água tentando nos devorar. A água salgada já invadiu tudo e por mais que venhamos a nos debater já nos esquecemos de que sabemos nadar. Nestas horas eu paro e encaro o sol, pois vejo que desistir talvez seja a melhor decisão. Não. Meu instinto de sobrevivência não pode lidar com a derrota e é neste instante que reaprendo a nadar.

Ás veze tudo aparenta estar perdido, entre tudo isso, a vontade de continuar. Mas, veja bem todos os dias há uma árdua batalha contra o mundo querendo nos derrubar. No fim, estamos todos caminhando para tentar aguentar. Aguentar mais uma queda. Aguentar mais um desafio. Aguentar mais um dia. Aguentar mais uma onda que nos derrubou. Aguentar mais um dia em que esquecemos como se nadar.

A vida é bela, disto eu tenho certeza. Mas, é preciso continuar a nadar para nisso, de verdade, 
acreditar. Lutar para apreender a enxergar o sol, mesmo quando, submerso. Lutar para ser como uma rocha e aguentar, jamais ceder. Pois, passe o tempo que for um dia voltamos à superfície.


Toda tempestade em algum momento acaba. Em toda guerra há os momentos de silencio. Só basta apreendemos a aguentar. A criar forças a cada vez que o mundo achar que nos derrotou. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Apreender a voar

Into the Wild

Hoje vejo que amar você não foi ruim, mas te perder foi a melhor coisa que já me aconteceu, afinal depois de chorar voltei a apreender que ainda há sonhos demais onde você não está. Foi bom o tempo que passei parada, pois vi que o que senti foi real. Belo e inesquecível. Mas, no meu hoje você não se encaixa mais.

Apreendi a superar sem me apoiar em amores líquidos, afinal foi nestes em que mais me afoguei. Demorou bem mais do que achei que poderia, mas foi gradual do tipo que se vai aos poucos. Sufoca.  Esmaga. Destrói. Quando a dor se foi demorou muito para eu notar – como se restasse a dor psicológica tentando me dominar - e quando o fiz foi como um pássaro que acaba de apreender a voar.

Foi o instante em que assumi o controle e comecei a juntar cada pedaço dos sonhos que ia abandonando para tentar correr com alguém que nunca tentou me acompanhar. Quando comecei a tecer cada um deles vi um mundo maior do que eu poderia imaginar.

A perda sempre é ruim, mas conseguir agarrar algo positivo de tudo de negativo que ela deixou é a melhor parte. Agarrei a vontade de viver. A vontade de sonhar. A vontade de ir além de tudo aquilo que antes já fui capaz. Em um mundo em destruição apreendi a olhar lado bom e assumir o controle para começar a tentar tudo reconstruir. Pouco a pouco. Não importa quantas vezes a guerra  desmorone o que comecei.


As lágrimas foram enxugadas. As feridas cicatrizadas. As lembranças são o filme que sempre sonhei e realizei ao protagonizar. O drama foi belo, mas o meu hoje aparece bem mais sincero, feliz e bem mais leve do que todos os dias com alguém que nunca soube o melhor me dar. 
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